Tributação

Conhecer a tributação de cada uma de suas aplicações é fundamental para você não pagar impostos desnecessários.
Em termos gerais, todas as aplicações financeiras estão sujeitas à cobrança de dois tributos no Brasil: o IR, ou Imposto de Renda, e o IOF, ou Imposto sobre Operações Financeiras.

O Imposto de Renda (IR) é um tributo cobrado pela Receita Federal que todas as pessoas físicas que ganham a partir de um determinado valor precisam pagar. No caso do mercado financeiro, é cobrado IR sobre os ganhos que as pessoas têm em suas aplicações (existem algumas exceções, como a poupança e alguns outros tipos de investimentos, que são isentos).

Os fundos de investimentos são classificados em três categorias para efeitos de Imposto de Renda. O cálculo do imposto depende do período que você mantiver o dinheiro investido e do tipo fundo:

Fundos de Ações 

São fundos que têm, no mínimo, 67% dos seus recursos aplicados em ações negociadas em Bolsa de Valores. Esses fundos contam com alíquota única de Imposto de Renda, independentemente do prazo do investimento. O imposto será cobrado sobre o rendimento bruto do fundo quando você resgatar a aplicação.

Fundos de Curto Prazo

Para fins de tributação, são considerados fundos de curto prazo aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. Eles estão sujeitos à incidência de Imposto de Renda na fonte conforme as seguintes alíquotas:

Fundos de Longo Prazo 

Para fins de tributação, são considerados fundos de investimento de longo prazo aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. Eles estão sujeitos à incidência de Imposto de Renda na fonte conforme as seguintes alíquotas:

Como você pode observar, neste tipo de fundo, se um investidor deixar sua aplicação por um período superior a dois anos ele pagará 15% de IR sobre o rendimento no período.

Recolhimento do IR e "come-cotas" 

O Imposto de Renda dos fundos de investimentos é recolhido antecipadamente no último dia útil dos meses de maio e novembro, em um sistema denominado "come-cotas". Para essa cobrança, é usada a menor alíquota de cada tipo de fundo: 20% para fundos de tributação de curto prazo e 15% para fundos de tributação de longo prazo. Dessa forma, a cada seis meses os fundos deduzem esse imposto dos cotistas automaticamente, em função do rendimento obtido durante o período. Não há incidência de “come-cotas” nos fundos de ações.

No momento do resgate da aplicação pelo investidor, será feito o recolhimento da diferença de imposto devido, caso o prazo de permanência no fundo tenha sido pequena – e a alíquota do IR, consequentemente, mais alta.

IOF

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incide sobre o rendimento dos fundos nos resgates feitos num período inferior a 30 dias. A alíquota do imposto pode variar de 96% a zero, dependendo do momento em que ocorreu o resgate após a aplicação. O IOF incide apenas sobre o rendimento.

Fonte: http://www.comoinvestir.com.br/fundos/guia-de-fundos/tributacao/paginas/default.aspx#fragment-6

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