Classes de Fundos

Um fundo pode aplicar os recursos dos investidores em diversos tipos de ativos: em ações, em CDBs, em títulos do governo, em aplicações complexas e sofisticadas. Como saber onde seu dinheiro vai parar quando você aplica em um fundo? 

Existem milhares de fundos no Brasil e cada um deles tem a sua política de investimento. Mas, para ajudar os investidores, eles foram divididos em categorias e tipos, que agrupam os fundos segundo o tipo de aplicação que fazem. É como se elas fossem corredores e prateleiras de supermercado: cada corredor contém produtos com caracteristicas similares, enquanto as prateleiras trazem produtos iguais, mas de marcas diferentes. 

As categorias e tipos nos ajudam a comparar os fundos. Sabendo quais são do mesmo tipo, podemos confrontá-los sem medo de misturar “bananas com laranjas”.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão do governo que regulamenta a indústria de fundos, dividiu a indústria em quatro grandes categorias e previu o uso de uma série de sufixos nos nomes das carteiras para identificar melhor de que tipo são.

Para facilitar ainda mais o entendimento do investidor e a comparação entre produtos similares, a ANBIMA subdividiu os fundos em diversas classes, baseadas em três níveis que refletem tanto as estratégias de investimento quanto os fatores de risco associados às carteiras, de modo a detalhar ainda mais as características de cada uma.

Se você entender bem o que significa cada uma dessas classificações, vai conseguir tomar suas decisões de investimento com maior segurança.

  • Classificação ANBIMA 
  • Classificação CVM 

A nova classificação ANBIMA, que passa a vigorar em outubro de 2015, possui três níveis, como se os fundos passassem por três funis. O primeiro faz uma separação pelas classes de ativos em que eles aplicam. São quatro tipos: renda fixa, ações, multimercado e cambial. Depois de ser enquadrado em uma dessas quatro categorias, os fundos passam pelo segundo funil, que os agrupa segundo o risco e o tipo de gestão. Eles são filtrados uma terceira vez, por critérios que refletem com mais detalhes as principais estratégias dos gestores, profissionais que escolhem no que o fundo investe.

Nível 1: Uma noção básica do perfil do fundo

Na primeira divisão, o investidor saberá em quais classes de ativos o fundo investe. Se for de renda fixa, significa que aplica em ativos mais conservadores, como títulos públicos, em que já se conhece o formato da remuneração desde o início. Se for um fundo de ações, investe ao menos 67% da carteira em ações, cotas de fundos de ações e outros títulos negociados em bolsa, como os Brazilian Depositary Receipts (BDRs), de empresas estrangeiras. Um fundo multimercadopode investir tanto em títulos de renda fixa quanto variável, pois dão ao gestor liberdade de aplicar nos ativos que acredita serem os melhores no momento. E um fundo cambial destina ao menos 80% da carteira para ativos ligados a moedas, como dólar ou euro.

Nível 2: Os níveis de risco do fundo

Se no primeiro nível o investidor tem uma noção básica sobre os ativos que compõem a carteira do fundo, no segundo nível consegue avaliar o risco a que estará sujeito, já que ele reflete o estilo de gestão do fundo. Esse nível da classificação indica se o fundo é indexado ou ativo, por exemplo. Como? Pois é, indexado é o fundo que segue o comportamento de um índice, como o Ibovespa. E ativo é o fundo que até pode ter o Ibovespa como referência de desempenho, mas procura superar o resultado do índice.

O segundo nível também divide os fundos pela duração dos ativos, que pode ser baixa, média, alta e livre. Essa divisão é bem importante para mostrar se o fundo é mais ou menos arriscado. Um fundo de duração baixa investe em ativos com vencimentos de até 21 dias, em média – um prazo curto como esse é um sinal de menos risco, pois prever o retorno dos investimentos em pouco tempo é mais fácil. Já o fundo de duração alta aceita ativos com vencimentos mais longos. Como é mais difícil prever o retorno em um horizonte de tempo maior, os preços flutuam mais e tornam o investimento mais arriscado. Os fundos de duração livre , no entanto, não devem ser confundidos com a caixinha “outros”. Os fundos ativos livres exigem uma atuação mais forte do gestor no sentido de aumentar ou reduzir o prazo dos títulos de acordo com o cenário.

Os fundos de renda fixa, ações e multimercados também possuem uma nova categoria, que entra no segundo nível de divisão: investimento no exterior, na qual são incluídos os fundos com carteiras que têm mais de 40% dos ativos alocados em papéis internacionais.

Na classe de renda fixa, os fundos têm, no segundo nível, a categoria simples, que engloba os fundos que devem aplicar, no mínimo, 95% da carteira em títulos públicos e títulos de bancos com risco igual ou superior ao do governo. Os fundos simples também têm a comunicação com os investidores feita de forma eletrônica apenas e eles não podem cobrar taxas de performance, o que reduz custos e aumenta seu potencial de retorno.

Nível 3: Mais detalhes sobre o fundo

Por fim, no terceiro nível de divisão, o investidor consegue ver em mais detalhes qual é a estratégia que está na cabeça de cada gestor.

No terceiro nível, os fundos de renda fixa ativos, por exemplo, podem ser divididos em soberano (investem 100% em títulos públicos), grau de investimento (investem, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos e ativos com baixo risco de crédito do mercado doméstico ou externo) e crédito livre (investem em ativos de renda fixa, podendo manter mais de 20% da sua carteira aplicada em títulos de médio e alto risco de crédito do mercado doméstico ou externo).

Veja abaixo a classificação de fundos da CVM:

Fonte: http://www.comoinvestir.com.br/fundos/guia-de-fundos/classes_de_fundos/paginas/default.aspx#fragment-2

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